Os Guardiões de Tirisfal

Capítulo 2.3 . The Guardians of Tirisfal

Com a ausência dos Trolls nas terras do norte, os Elves de Quel’Thalas voltaram seus esforços para a reconstrução de sua gloriosa cidade. As vitoriosas tropas de Arathor retornaram às terras ao sul, para sua casa, Strom. A sociedade humana de Arathor cresceu e prosperou, até que Thoradin, temendo a divisão de seu reino por consequência de expansões, manteve Strom como centro do império de Arathor. Depois de muitos anos de paz, crescimento e comércio, o poderoso Thoradin morreu de velhice, deixando a jovem geração de Arathor livre para expandir o império além das terras de Strom.

Os mil magos originais, a quem o caminho da magia foi ensinado pelos Elves, ampliaram seus poderes e estudaram a disciplina mística de conjuramento em todos os detalhes. Estes magos, inicialmente escolhidos por sua força de vontade e espírito nobre, sempre praticaram magia com cuidado e responsabilidade; contudo, compartilharam seus segredos e poderes com uma nova geração que não possuía nenhuma noção dos rigores da guerra ou da necessidade de auto-restrição. Esses jovens magos começaram a praticar magia para benefício pessoal, em lugar de qualquer noção de responsabilidade para com seus semelhantes. Com o crescimento do império para novas terras, os jovens magos também se espalharam nas terras ao sul. Com seus poderes mágicos, esses magos protegeram sua gente de criaturas selvagens e tornaram possível a construção de novas cidades-estado no mundo selvagem. Até que, cada vez mais poderosos, os magos se tornaram crescentemente mais vaidosos e isolados do restante da sociedade.

A segunda cidade-estado de Arathor foi Dalaran, fundada nas terras ao norte de Strom. Muitos magos experientes deixaram a cidade de Strom para trás e viajaram para Dalaran, onde eles esperavam usar seus novos poderes com total liberdade. Esses magos usaram suas técnicas para construir as torres encantadas de Dalaran e expandir seus estudos. Os cidadãos de Dalaran toleravam os esforços desses magos e construíram uma movimentada economia sob a proteção de seus defensores . Até que, com mais e mais magos praticando suas artes, a estrutura da realidade em torno de Dalaran começou a enfraquecer e romper-se.

Os sinistros agentes da Burning Legion, que haviam sido banidos quando o Well of Eternity entrou em colapso, foram atraídos de volta ao mundo pelo negligente uso da feitiçaria dos magos de Dalaran. Apesar desses demônios serem relativamente fracos, eles semearam confusão e caos consideráveis nas ruas de Dalaran. A maioria desses encontros demoníacos eram eventos isolados, e os líderes Magocratas eram enviados para a captura desses demônios ardilosos, mas eles também se viram impotentes perante os solitários demônios da poderosa Legião.

Depois de alguns meses os supersticiosos habitantes começaram a suspeitar que seus magos governantes escondiam deles algo terrível. Rumores de revolução começaram a se espalhar pelas ruas de Dalaran, com os paranóicos cidadãos questionando os motivos e práticas mágicas que um dia admiraram. Os Magocratas, temendo que o povo se revoltasse e que Strom tomasse parte, voltaram-se para os únicos que poderiam entender e explicar seus problemas: Os Elves.

Após ouvirem as notícias dos Magocratas à respeito das atividades demoníacas em Dalaran, os Elves rapidamente enviaram seus maiores magos para as terras humanas. Os magos Elves estudaram as energias presentes em Dalaran e fizeram relatórios detalhados de toda atividade demoníaca que encontraram. Eles concluíram que apesar de serem apenas alguns poucos demônios perdidos no mundo, a Legião permaneceria uma perigosa ameaça enquanto os humanos continuassem a manipular suas forças mágicas.

O Silvermoon Council, que governava os Elves de Quel’Thalas, fechou um acordo secreto com os Lordes Magocratas de Dalaran. Os Elves contaram as histórias sobre a antiga Kalimdor e a Burning Legion, uma história que continuava a ameaçar o mundo. Eles informaram aos humanos que se continuassem a utilizar magia, deveriam proteger seu povo dos maliciosos agentes da Legião. Os Magocratas propuseram a idéia de capacitar um único campeão mortal que utilizaria seus poderes combinados para travar uma batalha secreta e sem fim contra a Legião. Foi frisado que a maioria dos humanos nunca deveriam saber sobre os Guardiões, ou a ameaça da Legião, temendo que eles se revoltassem em medo e paranóia. Os Elves concordaram com a proposta e fundaram uma sociedade secreta que selecionaria o Guardião e ajudaria a manter o mundo longe do caos.

Essa sociedade fazia seus encontros secretos na sombria Tirisfal Glades, onde os High Elves primeiramente se instalaram em Lordaeron. Então, eles nomearam a facção secreta como os Guardiões de Tirisfal. Os campeões mortais que eram escolhidos para ser Guardiões eram imbuídos de incríveis poderes vindos da magia élfica e humana. Como só deveria haver um único Guardião, eles carregavam grande poder, para que pudessem sozinhos combater os agentes da Legião onde eles os encontrassem. O poder do Guardião era tão grande que somente o Tirisfal Council podia escolher potenciais sucessores. Sempre que um Guardião ficava velho demais, ou fatigado pela guerra contra o caos, o Council escolhia um novo campeão, e sob condições controladas, formalmente canalizavam o poder do Guardião em seu novo representante.

Com o passar de gerações, os Guardiões defenderam o povo da invisível ameaça da Burning Legion por todas as terras de Arathor e Quel’Thalas. Arathor cresceu e prosperou enquanto o uso de magia se espalhava pelo império. Enquanto isso, os Guardiões se mantinham em silenciosa busca por sinais de atividades demoníacas.

Próximo Capítulo: Ironforge, o Despertar dos Anões

Wow Lore

Tradução: Éric Coutinho

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